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Cinco minutos: a diferença entre o meu antigo recorde pessoal e o atual

Murillo, do Gastando o Tênis, fala um pouco sobre a sua experiência no Circuito Athenas, onde bateu o seu recorde pessoal

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Gastando o tênis

recorde pessoal

Em cinco minutos nascem, em média, 900 crianças no mundo. São quase 27 só aqui no Brasil. Nesse tempo, são vendidos 13.545 celulares e 22.500 hambúrgueres pela maior rede de fast-food do mundo. São produzidos 33.770 chocolates e solicitadas 6.945 corridas de Uber. Também são feitas 11,5 milhões de pesquisas no Google. Ainda não temos uma estatística, mas tenho certeza que milhares de atletas pelo mundo iniciam corridas em ruas, parques, pistas de atletismo, montanhas e gastam o tênis em esteiras durante cinco minutos.

Muita coisa pode acontecer em cinco minutos. Entre elas, a diferença entre o meu antigo recorde pessoal na meia-maratona e o atual, conquistado no último domingo (04), nos 21K do Circuito Athenas. Sim, eu consegui. Não só conclui meu objetivo e corri abaixo de 01:34:51, como cheguei ao inacreditável sub 1h30min, e fechei a prova em 01:29:55.

Apesar de não ter conseguido dormir tão bem na noite anterior e ter acordado bem cedo (por conta do horário de verão, e do deslocamento de duas horas entre minha casa e o local da prova), eu tinha todas as condições a meu favor. Não chovia forte, nem projetava um calor infernal para o trecho final da prova. A temperatura estava amena e a umidade em níveis bem agradáveis. E o mais importante: estava me sentindo bem. Fisicamente estava preparado para correr a 4:25min/km e mentalmente estava feliz, otimista e esperançoso. Era o que eu precisava: cabeça e corpo alinhados.

Largamos! A pista espaçosa da Marginal Pinheiros evita aglomerações e me deu a possibilidade de correr no meu ritmo escolhido desde o começo. Fechei os primeiros 7 km com um pace médio de 04:12 min/km. Estava abaixo do que tinha programado, mas o corpo estava respondendo e eu estava me sentindo bem. Bom também que as subidas das pontes estavam na primeira metade da corrida. Ainda com energia, pude manter o ritmo e passar por elas tranquilamente.

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Fechei os 10 primeiros quilômetros em 42 minutos. Aqui, comecei a entrar num dilema: continuava nesse ritmo e corria o risco de quebrar; ou segurar e garantir o recorde pessoal. Óbvio que arrisquei e escolhei a primeira opção. Passei pelo km 14 com ritmo médio de 04:14min/km. Faltavam mais sete e já estava bem cansado.

O que aconteceu depois disso? Quebrei no km 19. Pela primeira vez achei que não conseguiria. Fiquei até com medo de perder o RP, mesmo como uma boa vantagem a meu favor. O ritmo foi a 4:35 min/km e parei no último ponto de hidratação. Foram os 10 segundos mais longos da minha vida. Tomei água e voltei para prova. Não tinha chegado até ali, para “morrer” tão perto da linha de chegada. Fechei a cara, me concentrei em cada passada, enfrentei as dores musculares e fui vencendo metro por metro.

Tenho sorte de ter encontrado dois bons anjos corredores durante o percurso. O primeiro me ajudou a ditar o ritmo por bons quilômetros, no meio da prova. O segundo foi providencial para enfrentar esses dois quilômetros que faltavam. Ele me alcançou no inicio do km 20 e foi a força que precisava para chegar até o final.

recorde pessoal

Fiz tanta força nos últimos dois quilômetros (física e mental) que desabei na chegada. Era de cansaço, mas também de muito agradecimento. Tenho tanto a agradecer: a Deus pela oportunidade de realizar meus sonhos, a Ludmila pela parceria de sempre, aos profissionais que me acompanharam e me prepararam para esse desafio e a cada um de vocês, leitores e seguidores do @gastandootenis, que enviaram boas energias, gritaram, incentivaram e torceram para que tudo desse certo.

Não posso dizer que foi uma prova fácil. Pelo contrário! Foi difícil, cansativa e dolorida. Mas a sensação de cruzar a linha de chegada e perceber que alcancei meu objetivo, não tem preço. Por alguns minutos fiquei tentando assimilar a nova conquista e recordando cada passo dado para chegar até ali.

Espero de coração que, depois dessa prova, eu consiga mostrar para vocês que é possível vencer. Independente de qual seja seu desafio. Só você pode fazer por você. Sair da obesidade, do sedentarismo, da depressão… Exterminar a preguiça e a falta de vontade não é impossível. E pode acreditar: fará de você outra pessoa. Bons treinos e desafios, pessoal!

Pernas de aluguel e a prova de Ludmila

recorde pessoal

Pela segunda vez, a Ludmila “emprestou” suas pernas e braços a crianças com deficiência para que elas pudessem sentir a emoção de cruzar a linha de chegada. Ao lado dos Pernas de Aluguel, ela percorreu os 14 km do Circuito Athenas e comemorou o aniversário de 4 anos do projeto social. O programa tem como objetivo promover diversão para pessoas com deficiência motora e cognitiva, proporcionando aos participantes a oportunidade de transformar a linha de chegada em algo mais especial do que normalmente é.

Quer saber mais sobre o projeto? Então acesse https://pernasdealuguel.com.br/