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Casal completa primeira maratona de suas vidas em Paris

Murillo e Ludmila tiveram experiências bastante diferentes para cumprir os primeiros 42K de suas vidas, na cidade luz

Gastando o tênisPor
Gastando o tênis

Paris é espetacular. Não da para começar esse texto sem fazer referência à beleza de uma das mais lindas cidades do mundo. Foi emocionante do começo ao fim. Correr a primeira maratona numa cidade como Paris é de encher os olhos, e guardar para sempre no coração e na memória.

Cosan SP City Marathon acontece no
dia 28.07 com percursos de 21K e 42K

Como falamos no último texto, era impossível prever o que aconteceria na prova, que ocorreu no dia 14 de abril. E ela realmente nos surpreendeu! Pelo dia lindo que nos esperava, pela energia contagiante da cidade, mas também pelo frio. Estava muito frio! Bem mais do que esperávamos. E como cada um reage de uma maneira: cada um de nós traz uma experiência diferente da prova.

O casal na Maratona de Paris 2019

A MARATONA DA LUDMILA

A Ludmila fez uma preparação intensa e, ao mesmo tempo, receosa por conta da lesão no lábio acetabular que descobriu logo no início dos treinos. Ela teve que reprogramar a quilometragem, diminuir um pouco o ritmo e seguir todas as orientações do ortopedista e do fisioterapeuta. Determinada, ela decidiu fazer dessa minha realidade uma oportunidade para treinar a resiliência e resistência. O foco era terminar a prova bem, sem dores e correndo sempre.

Começou a prova ainda ressabiada, mas realizou o sonho nas ruas de Paris e terminou sua primeira maratona sambando. Isso mesmo, os últimos metros foram ao melhor estilo brasileiro da gema. E em 5 horas de prova.

A MARATONA DO MURILLO

Para mim, tenho que confessar, a Maratona de Paris foi muito difícil. Mais do que esperava, sonhava e planejava. Fui com um propósito ousado, é verdade, mas tinha decidido assumir o risco. Pelos treinos, correr a 4:30 min/km era um sonho possível.

Só não contava com o frio. Largamos com 2 graus! Nos primeiros quilômetros já não sentia o nariz e doía para respirar. Me mantive firme até os primeiros sinais de câimbras, no km 30. A partir do km 36, a situação piorou. As câimbras vinham com mais intensidade, e nas duas pernas. No Parque Bois de Boulogne, um bosque com muitas árvores, a sensação de frio aumentou (já que não batia sol), o corpo todo tremia e até os olhos embaçavam.

No km 40, minhas pernas pararam. Simplesmente pararam. O corpo já não respondia aos estímulos do cérebro. Caminhei por alguns metros e voltei a trotar. No 41, as câimbras já estavam insuportáveis e o frio “cortando a pele”. Pela segunda vez, travei. Precisei de mais alguns metros caminhando para conseguir voltar a trotar.

A partir desse momento, o coração me levou até a linha de chegada. Corri com um carrinho amarelo da Hot Wheels que o Álvaro, nosso filho, tinha me dado para lembrar dele durante a viagem. Corri com ele no bolso. E, no final da prova, quando as dores eram maiores do que a força de vontade, segurei firme entre os dedos e pensei: “não deixei o Álvaro no Brasil para não terminar essa prova. Vai ser por mim e para ele”. Embarquei nesse Hot Wheels pelos metros que faltavam e cruzamos juntos o pórtico de chegada! Posso dizer que um brinquedo me ajudou a ser maratonista em 03:25:48!

Murillo com seu amuleto, um carrinho de brinquedo do filho

 

NÃO SE CORRE UMA MARATONA SOZINHO

Nosso grande aprendizado, depois dessa primeira maratona, é de que não se corre uma maratona sozinho. É preciso envolver muita gente para que seu objetivo seja concretizado com sucesso. E acreditamos que essa tenha sido nossa grande vitória em Paris: muitas pessoas sonharam com a gente!

Da nossa família que entendeu a ausência em alguns dias de treinos e que deu todo o suporte para que tivéssemos uma experiência linda em Paris a todos os profissionais, e parceiros, que tornaram nosso caminho mais fácil.

O casal de maratonistas em frente ao Arco do Triunfo, em Paris

>> Também vai correr uma maratona? Inscreva-se para a Cosan SP City Marathon!

AGRADECIMENTOS

O nosso treinador Rafael Guedes, da Rafael Guedes Assessoria Esportiva, que nos acompanha desde o início e nos deu condições de correr todos os quilômetros que queríamos nesse tempo. Nos fez corredores, meio-maratonistas e maratonistas.

A Dra. Simony Chiaperini, médica do esporte, que estudou e se dedicou para entender todas as nossas necessidades físicas para que o nosso reagisse da melhor maneira possível. Foi primordial no processo de emagrecimento e estruturação muscular para os desafios da corrida.

O fisioterapeuta Guilherme Panuncio foi nossa grande descoberta nessa preparação. Ele fez um trabalho individualizado e especializado para que tivéssemos condições de aproveitar cada treino. Osteopata, ele corrigiu nossos desequilíbrios, auxiliou na recuperação muscular e ajudou a prevenir eventuais lesões ao longo da preparação.

A equipe multidisciplinar, chefiada pela Catharia Mendes, foi fundamental para colocar nossa alimentação em dia, quesito tão importante para quem quer levar o corpo ao limite.

A Vitafor foi super parceira com a suplementação e tudo que precisávamos para nos dar suporte. E a Olympikus, que nos acompanha há muito tempo, que nos deu a possibilidade de levar um calçado 100% brasileiro para brilhar na França. Descobrimos Paris correndo com o Olympikus Pride 2, recém lançado pela marca.

E para que nossa experiência fosse completa, Oh La La Dani montou um roteiro especializado nas nossas necessidades para que pudéssemos conhecer Paris da melhor maneira possível. E também a Scheneider Eletric, patrocinadora do evento, que com o programa Green Runners mostrou que é possível organizar a maior maratona Europa neutralizando a emissão de carbono.