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Deixando obstáculos para trás

As últimas semanas antes da Meia-maratona Internacional de São Paulo foram cheias de incertezas, medos e dores

Gastando o tênisPor
Gastando o tênis

Fazer uma preparação específica para uma determinada prova já reúne diversos elementos que servem como teste, mas quando você une a isso alguns obstáculos, como dores, tudo fica mais complexo e incerto.

As últimas semanas antes da Meia Maratona Internacional de São Paulo, realizada no dia 11 de março, foram assim, cheias de incertezas, medos e dores.

Para quem nos acompanha aqui ou no Instagram sabe o quanto lutamos para enfrentar as dificuldades e persistir nos nossos objetivos. Pouco mais de um ano atrás éramos sedentários e obesos.

E, assim como boa parte dos nossos leitores, corredores comuns como a gente, enfrentamos problemas que muitas vezes nos tiram dos eixos: má alimentação, problemas no trabalho e/ou em casa e lesões.

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No final do ano passado, na reta final da temporada, mas ainda com duas provas importantes pela frente: Volta da Pampulha e São Silvestre, a Lud foi diagnosticada com bursite no quadril e, desde então, vem tratando e voltando aos poucos aos treinos.

No dia da Meia-maratona Internacional de São Paulo, ela correu os 5 km, sua primeira prova no ano. Um belo recomeço para enfrentar um 2018 recheado de desafios.

Durante a minha preparação para a prova também enfrentei um grande obstáculo: a panturrilha direita. Senti uma leve dor em um dos treinos longos que foi me acompanhando nos dias seguintes. Tive que ficar de repouso por alguns dias, deixar de realizar treinos e voltar a me relacionar com o gelo e a fisioterapia.

Foram três semanas de muitas incertezas. Cheguei a pensar em desistir da prova e concentrar todas as minhas energias na recuperação. Mas com o passar dos dias as coisas foram clareando. O tratamento começou a dar resultado e a dor foi diminuindo. Voltei aos treinos num ritmo bem confortável. Não queria correr riscos.

Em paralelo a tudo isso, recebemos um convite muito especial da Brooks e da Centauro. Nos juntamos a outros seis corredores para compor o time da marca para a prova.

Tivemos o acompanhamento nutricional da Carina Amorim e o suporte técnico do coach Ademir Paulino. Profissionais fantásticos que nos conduziram nessa experiência. Embarcamos, então, numa jornada para experimentar o novo lançamento da Brooks, o Levitate, e correr a Meia-maratona juntos.

Cheguei à prova sem estar 100% fisicamente, receoso com uma possível volta da dor, mas muito feliz por ter a possibilidade de correr e vencer esse obstáculo.

Para aumentar o tom da dramaticidade, tivemos um pequeno imprevisto na ida para a prova, que quase nos fez perder a largada. Chegamos 10 minutos antes dos atletas saírem. Com o grau de adrenalina lá em cima, largamos. Lud concluiu seu objetivo e completou os 5 km.

Aproveitei a ‘onda’ da prova e encaixei meu ritmo. Tudo fluiu muito bem. Virei os primeiros 5 km em 23min13s e os 10 km em 47min27s.

Mas advinhem o que aconteceu no km 18? Cansei! Os dias parados cuidando da panturrilha fizeram falta na reta final da prova. Já não conseguia mais encaixar o ritmo. Diminuí a velocidade e comecei a contar os metros até a chegada!

Cruzar o pórtico é sempre mágico. Não só pela sensação de dever cumprido, mas também por me reconhecer em cada quilômetro deixado para trás.

Sinto orgulho do caminho que estamos traçando com a corrida. Não foi fácil abandonar o sedentarismo, emagrecer e buscar uma nova vida. E, tenho certeza, não continuará sendo. Mas saber que estamos no caminho certo, que estamos vencendo, é gratificante demais.

A medalha que colocamos no peito e cuidamos com tanto carinho, simboliza cada passo dado, cada obstáculo vencido, cada amigo que estamos fazendo, cada exemplo que estamos deixando ao nosso filho. Persistir para vencer!