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É hora de encarar a Maratona de Paris

Fim da preparação! Estamos prontos para o nosso maior desafio na corrida

Gastando o tênisPor
Gastando o tênis

Difícil prever o que vai acontecer no próximo domingo, dia 14, quando largaremos para fazer nossa primeira maratona. Os pensamentos mais otimistas nos levam a glória. Os mais pessimistas nos colocam no chão e nos apresentam a possibilidade de diversos problemas durante a prova.

Mas, independente do que aconteça, terá valido a pena. Ultrapassamos todos os obstáculos que surgiram durante essa preparação. Desembarcaremos em Paris fortes e preparados. Evoluímos fisicamente e, acima de tudo, mentalmente.

Daqui a poucos dias, às 3h25 da manhã aqui no Brasil (8h25 na França) largaremos na Champs Elysées para os tão sonhados 42,195 metros da Maratona de Paris. Foram quinze semanas de preparação específica para a prova com treinos de corrida, fortalecimento, bike indoor, pilates, fisioterapia e reeducação alimentar. Corremos cerca de 700 km nesse período.

Não dá para dizer que foi fácil. Sofremos para conciliar treinos, casa, profissão e vida social, é verdade. Sofremos com as dores pós-longos, com as pequenas e insistentes lesões, com o cansaço frequente nas semanas de treinos intensos, com o sono e até com vontade de comer uma lanchonete inteira. Óbvio que saímos da linha em alguns momentos. Mas nos mantivemos firmes em grande parte do tempo.

Finalizamos essa preparação orgulhosos do caminho que percorremos. Temos certeza que essa maratona mudará nossa vida para sempre.

O Olympikus Pride será o nosso tênis na realização desse sonho. A Ludmila vai com a primeira versão. Já eu estreio com o Pride 2, atualização do modelo, recém-lançado pela marca. Sim, a nossa primeira maratona será que um tênis que custa menos de R$ 250,00.

Maratona de Paris

A Schneider Electric Marathon de Paris é a maior maratona da Europa em número de inscritos. Em 2019, bateu mais uma vez o recorde de corredores que confirmaram presença. Serão 60 mil atletas correndo pelas ruas e avenidas da cidade luz. Desses, 27% são mulheres.

Para realizar um evento dessa grandiosidade, os números precisam ser grandes também: serão mais de 3.000 voluntários, 600 mil garrafas de água (hidratação a cada cinco quilômetros), 51 toneladas de frutas, entre bananas, laranjas e maçãs, 15 mil barrinhas de energia, 45 mil fatias pão de gengibre e 440 mil pedaços de açúcar.

A prova passará por sete bairros de Paris, terá 11 pontos de cronometragem e 38 pacers. A organização espera 250 mil pessoas apoiando os atletas nas ruas e avenidas da cidade. Serão oito estações médicas durante o percurso e na chegada e um posto de comando médico avançado (SAMU de Paris, Cruz Vermelha e BSPP).

Um volume enorme de produtos e pessoas envolvidas, mas com uma grande preocupação: o meio ambiente. A Maratona de Paris, com a ajuda da Schneider Electric, neutraliza as emissões de gases de efeito estufa produzidos durante o evento. Os carros usados pela organização são elétricos e serão instaladas mais de 850 lixeiras no percurso e na arena largada/chegada. É a primeira maratona 100% sustentável e que neutraliza a emissão de carbono.

Elite

Considerada uma das provas mais lindas do mundo, a Maratona de Paris também traem um grande nível entre os competidores. Entre os homens, os africanos (como sempre) dominam o favoritismo pré-prova. Dentre os principais, estão o queniano Paul Lonyangata (02:06:10), vencedor da prova em 2017, e os etíopes Asefa Mengistu (02:04:06), Yemane Tsegay (02:04:48) e Feyisa Lilesa (02:04:52).

No feminino, as africanas dominam o favoritismo, é verdade, mas vão ter uma parada dura: a francesa Clémence Calvin corre em casa, com apoio dos conterrâneos e traz o segundo lugar em Berlim ano passado. As adversárias etíopes Gelete Burka (02:20:45), Azmera Abreha (02:21:51), Azmera Gebru (02:23:31) e a queniana Sally Chepyego (02:23:15) são as favoritas.

Quer realizar esse sonho com a gente? Fique ligado no @gastandootenis no instagram que mostraremos tudo por lá.