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Uma fratura por estresse me fez adiar o sonho da primeira maratona

O chamado para a minha primeira prova de 42 km terá de ser atendido no futuro

Gastando o tênisPor
Gastando o tênis

Uma vez ouvi de uma grande atleta e amiga que a maratona é um chamado: um dia, quando menos esperar, ela vai te chamar. Acredito ter recebido essa ‘convocação’ e aceitei que precisava encarar os tão temidos e sonhados 42 km.

Logo no começo do ano, ainda sem contar para ninguém, dei início à minha preparação. Ao contrário do ano passado, que estive em boa parte das corridas em São Paulo, 2018 seria o ano das provas-alvo, sempre visando a preparação para a maratona.

O planejamento incluía a Meia-maratona Internacional de São Paulo, os 24 km da Maratona de São Paulo, a Wings For Live, os 10 km Tribuna FM e a Asics Golden Run. O destino final seria a Maratona do Rio de Janeiro, no dia 3 de junho.

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O problema é que no meio do caminho tinha uma pedra. Não literalmente, é claro. Mas uma fratura por estresse na tíbia direita me tirou da minha primeira maratona. Descobri a lesão depois de sentir uma dor aguda que me levou ao ortopedista. Com os resultados dos exames em mãos, o diagnóstico: seis semanas, no mínimo, sem correr.

Não é uma coisa legal de se ouvir. Ver todo seu planejamento ir por água baixo dá uma sensação de impotência. Depois de algum tempo você começa a perceber que, para tudo, existe uma razão. Ainda não era o momento de fazer a maratona. O corpo estava pedindo um descanso para, ali na frente, voltar a enfrentar os desafios.

O processo de recuperação é lento e desgastante mentalmente. No momento posso caminhar normalmente, mas o impacto da corrida, nem pensar. Foram duas semanas de repouso absoluto. A partir da terceira semana, voltei à academia para retomar o fortalecimento e assumi uma nova atividade: bike indoor, que tem ocupado minha cabeça e me ajudado a voltar mais forte.

Em paralelo a isso, mantenho minha rotina de massagem com produtos à base de cânfora, que tem ajudado na manutenção de uma musculatura ativa. É bacana porque o produto tem ativador de circulação, ação anti-inflamatória e analgésico de baixa intensidade. Assim como fazia no pós-corrida, tenho tentando manter minha musculatura trabalhando para que não haja nenhuma grande perda.

Esses dias me perguntaram se não fiquei chateado com a lesão. Claro que sim! Quebrar o planejamento e ficar sem correr não foi nada legal. Por outro lado, tenho certeza que era o tempo que o corpo precisava – e me animo com a possibilidade de voltar a correr ainda mais preparado fisicamente e mentalmente.

Os sonhos não mudam, gente. Podemos até não conseguir realiza-los por um período, mas eles continuarão ali, intactos, prontos para serem realizados. Não conseguirei correr a maratona como tinha programado, mas tenho muito tempo para ir atrás desse sonho. Ainda falarei dela aqui pra vocês!