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Maratona do Rio: emoção e surpresas do começo ao fim

Ludmila, o pequeno Álvaro e eu nos superamos, cada um com seu objetivo

Gastando o tênisPor
Gastando o tênis

Ok, vocês já devem ter percebido que somos entusiastas da corrida. Dificilmente vai nos ver falando mal de uma prova ou de algo que envolve o esporte. Preferimos nos atentar às coisas boas a ficar procurando problemas.

A corrida mudou nossas vidas e nos sentimos vitoriosos a cada treino, evento ou prova que participamos. E não foi diferente neste último final de semana na Maratona do Rio 2018.

No texto anterior, contei por que tive de adiar o sonho de correr a minha primeira maratona por conta de uma fratura por estresse na tíbia. Desembarquei no Rio para dar apoio à Ludmila na Meia-maratona Olympikus, correr com o Álvaro a Maratoninha e caminhar os 6 km da Family Run. Era mais do que suficiente para me sentir feliz e agradecido.

Na realidade, só por estar ali já teria valido a pena. A Maratona do Rio é um evento grandioso com uma energia contagiante. Milhares de corredores realizando sonhos, vencendo os próprios limites e mostrando a todos que é possível. E em 2018, pela primeira vez, o evento foi realizado em dois dias: sábado e domingo. E, claro, o trabalho de logística aumentou consideravelmente.

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Segundo a Dream Factory e a Spiridon Eventos, responsáveis pela organização, foram quase 600 mil unidades de água, mais 150 mil sachês de isotônico e 210 mil frutas distribuídas na largada e chegada. E não para por aí: 22 toneladas de tecidos utilizados para camisas e outros materiais, 7.500 grades, 4.000 cones, 2.800 staffs, mais de 250 ônibus para transporte até a largada, e impressionantes sete toneladas de metal para confecção das medalhas. Além de 250 pessoas entre médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, socorristas, farmacêuticos, auxiliares, massoterapeutas e motociclistas socorristas.

Me perdoem os críticos de plantão, mas não consigo não parabenizar os envolvidos na organização de um evento desse tamanho. Tudo isso para proporcionar para nós, corredores apaixonados pelo esporte, um momento para realizarmos nossos sonhos, para lutarmos pelos nossos objetivos.

Maratona do Rio 2018: hora de correr!

No sábado, a Ludmila largou para sua terceira e melhor meia-maratona. Não só pelo tempo, 15 minutos a menos, mas também porque era a que estava mais preparada. Correu e curtiu os 21 km, se emocionou da largada à chegada e realizou mais um sonho.

No mesmo dia, levei o Álvaro para correr. Minha primeira prova foi aos 27 anos, a da Lud foi aos 34 e a do Álvaro foi a Maratoninha, aos 3 anos de idade! O exemplo dos pais tem apresentado uma vida mais saudável e de muito esporte para o nosso pequeno. E isso não tem preço. Ele se assustou no começo, mas cruzou a linha de chegada feliz da vida.

Como disse no começo do texto, fui ao Rio para curtir o evento e caminhar a prova de 6 km. Não queria correr riscos, já que ainda estou nesse processo lento de volta da lesão. Por outro lado, já tinha a liberação clínica para tentar.

No sábado à tarde, depois de ser contagiado pela meia-maratona, decidi que iria correr 1 km e caminhar o outro! E assim larguei. O “problema” é que quando olhei pro GPS já estava completando o 2º quilômetro! Sem nenhuma dor. Fiquei super feliz e decidi continuar.

Me sentia cada vez melhor. Como se estivesse reaprendendo a correr e a curtir cada metro! Apertei o ritmo e segui até o final para completar a primeira corrida em quatro meses!

E você acha que a Lud ficou apenas olhando? Claro que não. Ela também foi para a prova do domingo. Resultado: 21 km na Meia-maratona Olympikus no sábado e 10km na Family Run no dia seguinte. Este foi o super desafio que ela cumpriu com gosto. Em menos de 24 horas, correu 31 quilômetros.

A Maratona do Rio nos provou, mais uma vez, que somos capazes. Sempre! Estávamos bem, fisicamente e mentalmente, e fomos além do que tínhamos planejado.

E não acabou! A Olympikus, patrocinadora do evento, apresentou, durante a Expo, três de seus calçados: Rio6, Challenger e o Pride (conheça os modelos clicando aqui), que particularmente me impressionou muito. Para mim, o Olympikus Pride é uma grande revolução da marca.

Ele entrega amortecimento e, ao mesmo tempo, é super leve. O tecido do cabedal, por exemplo, foi desenhado com aberturas que ajudam na ventilação dos pés e deixam o tênis flexível. Ou seja, a marca trouxe um produto leve, flexível, respirável, confortável e bonito. Além, é claro do custo benefício: um excelente tênis por R$ 230.

O Rio de Janeiro, mais uma vez, foi generoso com a gente. Tivemos um final de semana incrível, emocionante e com grandes surpresas. Feliz demais pelas conquistas da Ludmila, por ter visto o Álvaro ganhar sua primeira medalha e, para coroar, ter voltado a correr depois de todas as incertezas de uma lesão.