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Medicina esportiva

Blinde-se contra a tendinite calcânea

A lesão é consequência de um preparo inadequado e pode afastar o corredor da atividade

RedaçãoPor
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Blinde-se contra a tendinite calcânea

O tendão calcâneo (antes chamado de tendão de Aquiles) tem a função de ligar os músculos da panturrilha (sóleo e gastrocnêmio) ao osso do calcanhar e é o mais resistente do corpo humano. A inflamação dele, que resulta na tendinite (ou tendinopatia) calcânea, é comum entre corredores. “Ela pode ocorrer por um trauma ou sobrecarga mecânica na região”, explica André Nogueira, fisioterapeuta especializado em esportes e sócio-fundador da Club Fisio.

De acordo com ele, a incidência é alta principalmente entre corredores sem preparação adequada para o esporte. “O atleta que não obedece uma rotina de fortalecimento complementar aos treinos de corrida se torna mais susceptível à lesão”, avisa.

Os principais sintomas são dor e rigidez no calcanhar mesmo em repouso, além de incômodo diante de esforço mínimo e até ao apalpar a área. Sentiu algo parecido? André sugere a interrupção imediata do exercício. “Procure o quanto antes a avaliação de um ortopedista ou fisioterapeuta. Quando a lesão é tratada no início, a recuperação tende a ser rápida”, diz.

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O tratamento fisioterápico consiste em, primeiro, aliviar a dor com terapias manuais e aparelho de ultrassom. Combinado a isso, deve ser realizado um trabalho de reequilíbrio muscular com a finalidade de curar a lesão e prevenir recidivas. “Todos os exercícios para glúteos são importantes para proteger a região e devem ser incluídos na rotina duas ou três vezes por semana”, sugere André.

A duração do tratamento depende da intensidade do problema. “Se o corredor seguir as orientações corretamente, pode voltar a treinar em cerca de 30 dias. Problemas crônicos podem exigir de três a quatro meses de cuidados.”

Para não correr o risco de ficar um longo período afastado dos aeróbicos (e perder condicionamento físico), André propõe alternativas para substituir a corrida: investir na bike indoor, ergométrica ou no elíptico, que não geram impacto no calcanhar. “Essa recomendação é chave para o sucesso do tratamento. Voltar a correr antes da alta do fisioterapeuta pode acabar adiando o retorno à pista livre de lesões”, destaca.

*Originalmente publicada em 25 de fevereiro de 2016