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Medicina esportiva

Tire 5 dúvidas sobre fascite plantar

Descubra como prevenir e tratar essa lesão muito comum entre os corredores

Por
André Nogueira

Fascite plantar: conheça e previna a lesão

Férias, frio… Depois de alguns dias sem correr, você decide retomar os treinos e aí surge uma dor aguda nas solas dos pés, parecendo uma pontada. Pode ser fascite plantar, lesão muito comum entre os corredores. Conheça um pouco mais sobre o problema.

1 – Quais as causas?
Quando seus músculos estão fracos, a sobrecarga nos tendões e articulações durante a corrida é bem maior. Isso pode causar dores e inflamações em diversas regiões. Uma das partes que costuma sofrer bastante com o impacto é a fáscia plantar, faixa de tecido fibroso que conecta o calcâneo aos dedos dos pés. Ela é responsável por sustentar os ossos dos pés e tem de suportar todo o peso do seu corpo.

2- Por que dói?
Devido ao impacto excessivo provocado pela corrida, o tecido da fáscia inflama (problema conhecido como fascite plantar), causando dor e tensão na sola do pé. A lesão pode limitar atividades esportivas e até diárias. Ao notar qualquer incômodo na sola dos pés, o ideal é diminuir ou parar com os treinos e procurar um ortopedista.

3 – Como tratar?
Na fisioterapia, devem ser adotadas técnicas que contribuem para relaxar a fáscia (como massagens e liberação miofascial) e mobilizar as articulações do pé, tornando-as mais móveis. Além disso, é fundamental o trabalho de fortalecimento dos músculos intrínsecos (de dentro) do pé, para melhorar a estabilidade e reduzir a sobrecarga na fáscia. Aumentar a força da musculatura dos glúteos, da coxa e de outras partes da perna também é importante para o sucesso do tratamento.

4 – Quando voltar aos treinos?
Se a reabilitação for iniciada ao surgirem as primeiras dores, o tempo de recuperação gira em torno de quatro semanas. Porém, em casos crônicos, nos quais a dor já persiste por meses, o tratamento pode levar até 12 semanas.

5 – Como evitar?
Para prevenir a fascite plantar é muito importante realizar um bom trabalho de fortalecimento muscular dos membros inferiores. Planejar os treinos e aumentar progressivamente o volume e a intensidade de corrida também é importante. Eu costumo dizer que devemos estar preparados para correr e não correr para nos preparar. O esporte, por mais simples que pareça, gera muito desgaste nas articulações e nosso corpo deve estar forte para praticá-lo.

*André Nogueira é fisioterapeuta; especializado em
reabilitação e traumatologia e em preparação de atletas
pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo;
e
sócio fundador da clínica Club Físio.