compartilhe

0

Notícias

Corri minha segunda maratona em Montevidéu

O mato-grossense Fernando Tostes conta como foi sua preparação e a experiência de correr a segunda maratona de sua vida

Redação WRunPor
Redação WRun

Corredores participam da Maratona de Montevidéu 2019

O mato-grossense Fernando Tostes, 43, corre há seis anos, e completou sua segunda maratona em Montevidéu. Aqui, ele conta como foi sua preparação para a prova, e dá dicas para quem sonha em um dia correr as ruas da capital uruguaia. Confira:

 

“Minha primeira maratona foi em Porto Alegre, em 2018, com um tempo de 3:39’57”. Como Montevidéu seria minha segunda, achei que a preparação seria mais fácil, pois já tinha alguma experiência. Engano meu, os treinos foram parecidos e a foi mais difícil manter a motivação, porque já não havia o “fator novidade”. Mas acabei conseguindo concluir toda a planilha. Foram alguns tiros, treinos de intensidade mais curtos e vários longões com distâncias entre 24 a 36 km. Comecei a me preparar em dezembro de 2017, cinco meses antes da prova.

Inscrição feita, passagem e hotel comprado.Voo tranquilo, de aproximadamente seis horas. Fiquei em um hotel muito bom, localizado a uns 150 metros da largada e chegada. Fui com minha esposa, mas ela não corre.

No mesmo dia da chegada fui pegar o kit na prefeitura, mesmo local da largada. O kit veio com sacola, camiseta, um doce, um isotônico e, acredite se quiser, um chip de celular pré pago, dado pelo patrocinador da corrida. Acabou sendo muito útil, porque fiquei com internet o tempo todo que estive na cidade.

No dia seguinte resolvi conhecer Punta del Este, que estava quase deserto por não ser temporada. Chuva fraca e muito vento, chegou a ser difícil para caminhar. Já tinham me alertado que em Montevideo ventava também, e nessa hora pensei que se estivesse assim durante a prova eu teria problemas. Olhei a previsão e domingo a expectativa era tempo firme e com pouco vento.

No dia anterior à prova dei uma passeada por Montevideo. Passamos pelo Teatro Solis, por algumas praças e prédios e mercado do porto.

Agora vamos ao que interessa, a prova. O início foi às 7:30 da manhã, com temperatura de 15 graus e uma leve garoa. Era para a largada da maratona ter acontecido mais cedo, saparadamente, mas algumas pessoas pularam uma grade que dava acesso à largada e a organização resolveu fazer uma única largada pra 10 km, meia e maratona. Em comparação a outras mais conhecidas, achei que não tinha muita gente. Em torno de 3 a 4 mil pessoas, somando todas as distâncias. E muitos brasileiros.

Saí em um ritmo confortável. A ideia era imprimir pace de 5:15, mas estava me sentindo bem e fui um pouco abaixo. No km 5 encontrei um atleta de Recife que conheci na excursão pra Punta e fomos juntos com mais outro da equipe dele até o retorno no km 24. No km 30 alguns atletas já apareciam quebrados e caminhando, mas não eram muitos. Tentei puxar conversa com uma menina no km 34 mas achei ela meio chata, ela disse que para ela aquilo era só um treino, e que seu verdadeiro objetivo era a Ultra de Comrades.

Minha intenção inicial era terminar com algo em torno de 3h50’, mas então me dei conta que se passasse no km 35 com 3 horas, talvez batesse meu recorde pessoal. Passei com 3;00’08”. Teria 40 minutos pra percorrer 7 km. Até o 38 segurei ritmo entre 5’00” a 5’10”, porém depois disso não consegui levar e o pace caiu para 5’30”. O percurso é quase todo plano na orla do Mar del Plata, mas os 2 últimos kms têm uma subida um tanto forte.

Faltando uns 200 metros para a chegada minha mulher já me aguardava e me entregou uma bandeira do Brasil, que levei até a linha de chegada. Derramei menos lágrimas que em Porto Alegre, mas algumas já eram esperadas. Tinha concluído minha segunda maratona, com tempo de 3:39’54”, praticamente idêntico ao que tinha feito em Porto Alegre.

Para encerrar, concluo que talvez haja outras maratonas melhores aqui na América do Sul, como as de Santiago e Buenos Aires, mas como já conhecia essas duas cidades resolvi fazer turismo aonde ainda não tinha ido. É uma prova organizada, mas você tem que dar sorte, se tem vento demais isso deve atrapalhar mesmo. A hidratação era a cada 5 km, e em garrafinhas. Não lembro a marca do isotônico, mas o gosto era muito ruim!

Fica agora em mim uma mistura de comemoração e vazio ao mesmo tempo. Treinei muito por um objetivo, e ainda não decidi qual será o próximo.

Um abraço a todos!”

Fernando Tostes
Maratonista

*

>>> Está buscando um novo objetivo, como o Fernando? Participe da Cosan SP City Marathon, que acontece no dia 28 de julho em São Paulo, com distâncias de 21K e 42K. Inscreva-se!