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Fanático por Run Walk Run

O maratonista Luiz De Luca conta como o método que mescla corrida e caminhada se tornou seu grande aliado nas conquistas esportivas

Fernanda BeckPor
Fernanda Beck
Corredores na maratona Two Oceans

Parte da prova Two Oceans Marathon, que Luiz completou usando o método Run Walk Run

 

No ano passado, o corredor paulista Luiz De Luca, 58 anos, decidiu mudar sua estratégia na corrida. Atleta experiente, Luiz já tinha 13 maratonas no currículo e estava inscrito para fazer a Maratona de Boston quando, em setembro, pensou em desistir da prova por se sentir fora de forma.

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Conversando com seu treinador, Marcos Paulo Reis, da MPR Assessoria Esportiva, Luiz decidiu encarar a maratona de um jeito diferente: com o método Run Walk Run (RWR), desenvolvido pelo treinador Jeff Galloway em 1974, nos Estados Unidos. Deu certo: depois de algumas adaptações nos treinos, ele conseguiu concluir a prova em 4h08. Depois disso, Luiz virou fã do RWR, que agora aplica a treinos e provas. “São muitos benefícios e o desgaste muscular é bem menor. Dizem que corredor não anda, mas no método você anda com estratégia”, comenta.

Leia abaixo o depoimento de Luiz sobre como intercalar corrida e caminhada transformou sua performance.

Sem perder a inscrição

“Comecei a correr com o método RWR no ano passado. Já tinha corrido 13 maratonas e estava inscrito para a Maratona de Boston, em outubro, mas me sentia fora de forma. Em setembro pensei em desistir. Minha esposa, que também é maratonista, sugeriu que eu tentasse o método do Jeff Galloway. Conversei com o Marcos Paulo Reis, meu treinador, e adaptamos o meu treino para que eu pudesse fazer a maratona de Washington dessa forma. Mudamos metodologia, fizemos testes, pensamos na velocidade que eu teria, na frequência com que eu poderia alternar corrida e caminhada.”

Maratona de Boston com o RWR

“Claro que eu já tinha um bom condicionamento físico, mas comecei o treino em setembro e em outubro pude concluir a Maratona de Washington em 4h08, realizada inteira no RWR. Poderia até ter feito mais rápido, mas me preservei, pois meu maior longão antes daquela prova tinha sido de apenas 24 km. Mas mantive um ótimo ritmo e passei a marca da meia maratona antes das 2h.”

Disney e próximas provas

“Desde então me apaixonei pelo método, que não é papo furado nem é para velho; funciona mesmo! (risos) No começo deste ano fiz a meia maratona da Disney no RWR. O Jeff Galloway é o técnico oficial lá, então tem tudo a ver. Durante as provas da Disney eles inclusive têm pacers de RWR, e tem muita gente correndo e andando com eles, aproveitando o método. Também fiz a ultra Two Oceans, de 56 km, em Run Walk Run. Acho o método fantástico, sou um adepto convicto! Também vou fazer a meia maratona na Cosan SP City Marathon e a Run Walk Run 10 km correndo e andando.”

Luiz na maratona da Disney, e ao lado do treinador Jeff Galloway, criador do método Run Walk Run

Maiores vantagens

“Com o método RWR, você não se lesiona e termina a prova ‘inteiraço’. No dia seguinte à prova da Disney, por exemplo, corri 6 km. O Run Walk Run é um método muito técnico, que tem que ser pensado. Você aumenta a frequência de passos em vez da amplitude da passada, é muito interessante. O desgaste muscular também acaba sendo muito menor. Para mim, as maiores vantagens são o aumento na periodicidade da corrida e o fato de que se trata de uma estratégia inclusiva, que todos podem aproveitar, em qualquer idade e com qualquer nível de condicionamento físico.”

Sem preconceitos

“Dizem que corredor não anda, mas eu ando com consciência, com estratégia, então não tenho nenhuma vergonha disso. Inclusive usando o método RWR termino provas mais rápido do que pessoas que estão correndo direto. Esse paradigma de que é ruim andar precisa ser quebrado. Nos meus treinos acontece de me zoarem, perguntarem se aconteceu alguma coisa de errado quando estou andando. Eu digo que não, que estou treinando normalmente. Depois ultrapasso essas mesmas pessoas e elas nunca mais me alcançam. (risos)”