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Nike Zoom Squad quer empoderar mulheres por meio da corrida

Cinco atletas amadoras estão participando de uma jornada de treinos rumo à Maratona de Chicago

Redação WRunPor
Redação WRun

Por Christina Volpe*

Acordar cedo, levar os filhos para escola, conciliar os horários de treino com os do trabalho, preparar refeições para um dia a dia saudável. Essas são só algumas das tarefas diárias que fazem parte da rotina de tantas mulheres reais. E ainda há o tempo para se divertir, ver os amigos e se cuidar. Ufa!

Pensando em celebrar o poder das mulheres comuns, a Nike lançou o primeiro Zoom Squad 100% feminino, que se prepara para correr a Maratona de Chicago (EUA), que acontece no próximo dia 13 de outubro.

Entre as cinco escolhidas estão a estudante Alice Yuri, a administradora Sabrina Gusson e a educadora física Joice dos Santos. Mulheres com vidas e objetivos diferentes, mas que se uniram em um projeto que transcende a realidade de cada uma.

“Escolhemos atletas que têm em comum a paixão pela corrida, por desafios, velocidade e performance, mas que também trouxessem uma diversidade de   histórias com o esporte. Queremos mostrar que existem mulheres se unindo, se apoiando, sendo verdadeiras e se desafiando a encarar uma jornada intensa de treinos”, destaca Renata Romanholi, gerente de marca para corrida da Nike no Brasil. “A ideia é que elas inspirem muitas outras meninas a correr e colocar metas audaciosas para si mesmas”, finaliza.

O Zoom Squad tem como madrinha a atual líder do ranking brasileiro da Confederação Brasileira de Atletismo, Tatiele Carvalho. E conta também com um time de especialistas determinados a fazer com que elas tenham sucesso nessa missão.

Conheça três corredoras do time!

Alice Yuri
Estudante de Educação Física e assistente de RH, Alice é estreante nos 42K. Com apenas 25 anos, já tem um grande sonho: ser atleta de elite e conhecer o mundo correndo.

“Comecei a correr em junho de 2015, incentivada por colegas de trabalho. Minha evolução foi me motivando a continuar e o esporte virou paixão”, conta. Encaixar os treinos, cada vez mais longos e desafiadores, na rotina é o maior desafio para Alice. “Driblar o cansaço é o mais difícil. Treino cedinho, como a primeira tarefa do dia. Assim, consigo cumprir com energia total e qualidade. Se deixo para o fim do dia, me sinto cansada.”

Mesmo amando praticar diversos esportes, hoje Alice faz treinamento funcional, além da corrida. “Meu sonho de correr uma Major Marathon era algo distante. Ao ser convidada para o projeto, tudo mudou. Sou movida a desafios e adoro descobrir meus limites. Não vejo a hora de viver a sensação de cruzar aquela linha de chegada. O percurso é propício para bons tempos, tenho certeza de que será um dia incrível. A expectativa é dar o meu melhor, curtir a experiência e celebrar o resultado.”

Joice Santos
Sub 3h em sua primeira maratona, a educadora física de 29 anos começou a correr na adolescência. Quando percebeu que tinha habilidade em curtas distâncias, nunca mais parou. Em 2018 estreou nos 42K com 2h59min.

Para Joice, o espaço feminino no esporte só cresce. “É um privilégio fazer parte de um grupo de mulheres que se destacam por serem competitivas e amarem incondicionalmente a corrida de rua. Estamos cada vez mais fortes em todas as áreas.”

Mesmo assim, ela não deixa de lembrar a importâncias de projetos voltados exclusivamente para mulheres. “Precisamos mostrar o corpo feminino em diferentes fases da vida; assim nos motivamos e fortalecemos. Meu sonho é completar todas as Majors Marathons; é o que me mantém focada.”


Sabrina Gusson
A administradora de empresas, de 33 anos, não considerava a corrida seu ponto forte nos esportes. “Sempre nadei. Quando precisava dar voltas na piscina para aquecer, dava aquela enrolada, não gostava de correr”, lembra. Tudo mudou quando sua chefe a convidou para participar de um revezamento. “Neguei o convite de primeira, mas, com a insistência, acabei aceitando. Comecei a treinar na esteira da academia apenas duas semanas antes do evento. No dia da prova corri 33K em três trechos e desde então não parei mais.”

Em janeiro de 2019, Sabrina se desafiou no Dopey Challenge e teve tempos excepcionais: 22min43s nos 5K; 48min51s nos 10K; 1h44min45s nos 21K e 3h24min01s nos 42K – a estreia dela na maratona.

Que ninguém pense que a transição da natação para corrida foi fácil. Sabrina sofreu diversas lesões, já que o corpo não estava acostumado com tanto impacto. “Hoje faço fortalecimento específico e fisioterapia constante. Quando sobra tempo faço um pouco de natação e bike”, diz.

Como acontece com a maioria das mulheres, para Sabrina a maior dificuldade é conciliar os treinos com a vida pessoal. “Estou fazendo duas pós-graduações, trabalho e não abro mão dos momentos em família. Procuro realizar os treinos bem cedo para não deixar nada de lado”, diz.

Na natação e na corrida, Sabrina gosta de longas distâncias. “Acho a maratona desafiadora. É uma prova de resistência e, acima de tudo, de resiliência. A superação e a adrenalina são meu principal combustível. Quero melhorar meu recorde pessoal e vencer meus limites com esse time de mulheres incríveis”, fala.