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Nova regra impede Caster Semenya de defender o título mundial nos 800 metros

A Suprema Corte da Suíça reverteu a decisão da IAAF que permitia que a atleta olímpica sul-africana continuasse competindo

Redação WRunPor
Redação WRun

O drama que envolve Caster Semenya, campeã olímpica e mundial dos 800 metros, ganhou outro capítulo no início desta semana com a resolução da Suprema Corte Suíça.

A nova decisão diz que, para Semenya continuar competindo em distâncias de 1.500 metros ou menos, ela deve cumprir os regulamentos impostos pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) em relação aos níveis de testosterona. Isso significa que ela teria que tomar hormônios inibidores para diminuir seus níveis de testosterona.

Foto: Shutterstock

Após a decisão, em 1º de maio, a corredora de 28 anos – supostamente hiperandrogênica (o que significa que ela naturalmente tem níveis de testosterona que excedem os limites considerados normais para o organismo feminino) – e sua equipe jurídica entraram com um recurso argumentando que tais regulamentos são “uma violação dos direitos humanos”.

Enquanto o apelo estava pendente, o tribunal suíço permitiu que Semenya continuasse competindo sem tomar inibidores hormonais. Ela ganhou os 800 metros facilmente no Prefontaine Classic em junho, com o tempo de 1:55:70.

De acordo com um comunicado fornecido à equipe jurídica do Runner’s World pela atleta, um único juiz suíço reverteu as resoluções anteriores que suspenderam os regulamentos da IAAF.

A decisão vem em um momento de peso, já que os atletas estão se preparando para o Campeonato Mundial, em setembro. De acordo com o comunicado, ela impede Semenya de disputar o Mundial, onde conquistou o título de 800 metros em Londres, em 2017.

“Estou muito decepcionada por não poder defender o título, mas isso não me impedirá de continuar na luta pelos direitos humanos de todas as atletas do sexo feminino envolvidas”, disse Semenya no comunicado.

“A decisão processual do juiz não tem impacto sobre o recurso em si. Continuaremos a buscar o apelo de Caster e lutar por seus direitos fundamentais”, acrescentou Dorothee Schramm, advogada da atleta. “Uma corrida é sempre decidida na linha de chegada”, disse.