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O colecionador de maratonas

Alberto começou a correr maratonas aos 33 anos de idade, mas já tem 50 provas de 42K no histórico

Redação WRunPor
Redação WRun
Alberto Banach, o colecionador de maratonas

Alberto Banach, o colecionador de maratonas

A corrida de rua é um esporte que cativa pessoas de todas as idades, mas a história de Alberto Banach chama a atenção pelos números: o empresário começou a correr somente aos 33 anos de idade e hoje, com 61, tem orgulho em dizer que já correu 50 maratonas.

Logo de cara, o paulistano deixa claro que o seu feito não é fruto de algum talento sobrenatural: “Minha história é interessante porque eu sou uma pessoa extremamente limitada, então se eu consegui fazer tantas coisas na corrida é porque qualquer um que tiver a determinação que eu tive o fará também”.

Cosan SP City Marathon acontece no dia 28 de julho
com percursos de 21K e 42K

Amante confesso dos esportes, buscou na corrida uma maneira de perder peso depois do nascimento da primeira filha. Alguns anos depois, em 1997, Alberto decidiu que já estava pronto para treinar e correr uma maratona. Para isso, ele começou a treinar com Wanderlei de Oliveira e Edgard Freire, atletas que lhe passaram muita experiência.

Sonhos

Depois de completar sua primeira maratona, Alberto já tinha um objetivo em mente: “Meu sonho era correr a maratona de Nova York com minha filha, Karen. Quando eu tivesse 60 anos, ela teria 28, que é o ideal para mulheres correrem”.

No ano passado, Karen não pôde correr em Nova York com o pai, mas se inscreveu, juntamente com Alberto e o irmão, para correr a Meia Maratona do Rio: “De uma forma ou outra, meus filhos correram os 42 km comigo”, opina.

“Outro sonho que eu tinha era fazer 50 maratonas, e eu consegui completar isso em Jerusalém”, conta.

O esporte como aliado em um momento difícil

A corrida ajudou Alberto em um momento de grande dificuldade. Sua primeira esposa adoeceu e passou muito tempo no hospital. “Eu passava muito tempo lá com ela. Às vezes eu saia para treinar à noite e isso aliviava minha cabeça, me dava forças para continuar com ela na luta”, diz.

Alberto na Maratona de Paris – Arquivo pessoal

A primeira esposa de Alberto faleceu faltando 12 dias para a Maratona de Paris.  Depois de muita insistência dos familiares, ele decidiu correr a prova. No percurso, refletiu, entendeu melhor seu momento, e decidiu que precisava se reinventar para cuidar dos filhos.

A experiência

Tentar baixar recordes pessoais já deixou de ser um objetivo de Alberto. “Um ano depois da morte de minha esposa fiz a última maratona de esforço máximo, em Berlim. Tive um resultado muito bom, foi muito legal”, disse.

O corredor entende que seu corpo já não suportaria a mesma rotina de treinos intensos e prefere ter uma vida com menos dores: “Na corrida não me machuco desde 2010, quando parei de fazer treinos de pista com intensidade”.

Sua grande vantagem é a relação com a dor da prova. Alberto conta que um novato pode ainda não saber que a dor da prova passa, mas ele tem esse conhecimento.

Alberto com a equipe com quem treina atualmente, a Run@Fun

Alberto com a assessoria com quem treina atualmente, a Run&Fun

O lado humano da corrida

Hoje um corredor experiente, Alberto cativa novos atletas pelas histórias e pelo jeito que tem com todos: “Todas as turmas que estive nesse tempo considero especiais. Sempre me identifiquei com todos, independente de condição financeira, idade ou qualquer outro fator. Estamos todos no mesmo barco”.

Maratona Curitiba 2016 – Arquivo pessoal

Por fim, ele aconselha aqueles que querem entrar para o esporte: “Procure um treinador e seja determinado. Me dou como exemplo, sou limitado, não tenho genética favorável e mostrei que com garra, obediência e regularidade é possível fazer muito na corrida”.