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Nutrição

Como perder peso de forma saudável?

Uma alimentação balanceada e exercícios físicos são fundamentais para emagrecer da maneira certa

RedaçãoPor
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perder peso de forma saudável

Mais do que uma questão estética, manter um peso adequado é fundamental para a saúde. Mas é importante que o processo de perda de gordura seja realizado de maneira segura e sustentável. “Existem várias maneiras de emagrecer”, diz o endocrinologista Bruno Halpern, coordenador do Centro de Controle de Peso do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. “O que vai determinar a melhor para cada caso é quanto de peso precisa ser eliminado, a alimentação e o nível de atividade física da pessoa, por exemplo”, diz.

Para o especialista, também é preciso avaliar o motivo que fez a pessoa engordar e, a partir daí, trabalhar no processo reverso. Uma coisa, no entanto, é certa: será necessário consumir menos calorias do que se gasta. “Isso pode ser feito por meio da restrição calórica na alimentação, de mudanças no padrão de dieta e com inclusão de atividade física na rotina”, observa o médico. “De qualquer modo, é essencial contar com orientação profissional no processo.”

Dupla dinâmica

“Aproximadamente 80% das pessoas que emagrecem não conseguem manter o peso”, afirma o médico, observando que a manutenção é tão importante quanto a eliminação do excesso de gordura. Para isso, não adianta querer fugir da dupla alimentação correta + exercícios físicos. Você deve conhecer alguém que entrou na academia e, depois de poucos meses, estava desanimado por não ter emagrecido. “Isso é normal”, destaca o médico. Os exercícios são chave para perder e se manter no peso, além de melhorar a saúde cardiovascular e aumentar a massa magra, entre outras funções. Mas a alimentação é protagonista nessa história – responde por cerca de 70% dos resultados em qualquer processo de emagrecimento. Ou seja, a combinação entre uma dieta alinhada com o seu perfil e a prática regular de atividades físicas é a fórmula mais certeira para conseguir mudar o corpo.

Problema crônico

Halpern comenta que é comum os pacientes enxergarem o excesso de peso como uma pneumonia: basta tomar remédio e pronto, estará curado. “Se o indivíduo emagrece, tende a achar que está tudo resolvido, o que não é verdade”, avisa. “Trata-se de um problema crônico de saúde. Se a pessoa não se cuidar, a tendência é recuperar o peso perdido”, diz.

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É por isso que, segundo ele,  tanta gente procura métodos alternativos e pouco saudáveis de emagrecimento, como dietas altamente restritivas, e o pior: sem orientação médica ou nutricional. Só que essas escolhas quase sempre são também pouco eficientes. “O indivíduo fica sem comer determinado alimento ou nutriente por algum tempo e, com isso, perde peso. Mas é só recolocá-lo na dieta para retomar os quilos eliminados”, comenta. Além disso, há o risco de sofrer com deficiência de nutrientes e, no caso de quem pratica atividade física, haver queda no rendimento.

As dietas prontas, como as que excluem proteínas ou carboidratos, para Halpern, costumam ter prazo de validade. “Você faz exatamente o que diz o manual e, quando se cansa, deixa de acompanhar. Isso acaba gerando aquele mesmo problema: emagrecer e volta a engordar em pouco tempo”, diz.

Perda de peso não é linear

Se você está iniciando um processo de emagrecimento, saiba que não há uma regra de quantos quilos vai perder por semana ou por mês. “Eliminar 4 kg no primeiro mês não quer dizer, necessariamente, que enxugará mais 4 kg no segundo”, destaca o médico. É preciso saber que existe o efeito platô, quando o organismo “estaciona” em determinado peso depois de uma perda consistente. “O importante é não se frustrar com isso e perseverar”, recomenda Bruno Halpern. E sempre contar com o auxílio de um nutricionista ou médico especialista em emagrecimento, uma garantia de que vai alcançar sua meta de perda de peso sem colocar a saúde em perigo.

*Originalmente publicada em 11 de dezembro de 2015