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App Runs permite “levar” seu treinador e nutricionista no bolso

Ferramenta oferece cardápio, treinos de corrida e de força personalizados, montados por especialistas que acompanham o dia a dia do usuário

Cesar Candido dos SantosPor
Cesar Candido dos Santos

 

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Faz tempo que os aplicativos de smartphone são grandes aliados de quem pratica atividade física. No início, os apps basicamente monitoravam a distância de corrida e ofereciam treinos prontos. Mas, hoje em dia, eles vão muito além.

Há ferramentas que oferecem ao atleta um acompanhamento diário de especialistas. Eles montam treinos e cardápios conforme o objetivo, condicionamento físico e evolução do usuário. É mais ou menos como ter um personal trainer e uma nutricionista o tempo todo no seu bolso, prontos para ajudarem no que for preciso.

Testei por cerca de um mês o Runs, que possui essa proposta. Disponível para Android e iOS (R$ 92 por mês), o app promete fazer com que a pessoa alcance o resultado esperado — seja perder peso, seja completar uma maratona, seja melhorar o tempo nos 10K — por meio de quatro componentes: treino de corrida (movimento), treino funcional (força), alimentação e motivação.

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A tela inicial do Runs reúne o treino do dia, cardápio, área de chat com especialistas

COMO FUNCIONA

Ao se cadastrar no aplicativo, é preciso responder a um questionário sobre seus objetivos, sua experiência esportiva, os dias da semana que pode fazer exercícios, hábitos etc. Com essas informações, o educador físico e o nutricionista montam o programa de treino e o cardápio, que ficam disponíveis na tela inicial do app. Na área de chat, é possível tirar qualquer dúvida com os especialistas, dar feedbacks e receber o incentivo deles, para seguir motivado em busca de seus resultados.

A ROTINA DE EXERCÍCIOS                    

Ao abrir o Runs, é possível ver na tela inicial a atividade física programada para o dia. Quando você clica nela, uma janela mostra os detalhes do exercício. O treino de corrida traz as informações padrão de qualquer planilha: quanto tempo o usuário deve correr, o ritmo (em min/km), a velocidade (em km/h) e as variações de intensidade.

Uma coisa que senti falta no Runs é que o aplicativo não monitora a corrida, apenas exibe a planilha. Ou seja, você precisa utilizar outro aplicativo (ou relógio com GPS) para saber duração, distância e ritmo da atividade. Como a proposta da ferramenta é outra, é lógico que isso não chega a ser um problema. No entanto, se desse para fazer o treino com o app, o feedback ao treinador poderia automático (falo mais sobre isso no fim do texto).

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A explicação dos exercícios funcionais é bem completa

Já a parte de treinamento funcional é bem completa. Há um GIF demonstrando como executar o exercício, além da descrição do movimento em texto, com indicação de número de repetições, séries e descanso. Como todos os movimentos utilizam apenas o peso do corpo, o trabalho de força pode ser feito em qualquer lugar.

CARDÁPIO DESCOMPLICADO

O plano nutricional segue a mesma lógica dos treinos. Em uma janela, aparecem os alimentos e a quantidade que o usuário deve consumir nas refeições. Uma coisa boa é que o menu sempre tinha opções simples, disponíveis em qualquer restaurante ou supermercado. Em nenhum dia foi sugerido um daqueles “superalimentos do Himaláia”, que dão um trabalho danado para encontrar e custam caro.

FALTA DE FEEDBACKS

 Pela proposta que o Runs oferece, de ter um treinador e um nutricionista acompanhando o dia a dia do usuário, achei que o app peca apenas na maneira na qual os especialistas recebem os resultados dos treinos.

O feedback dos exercícios é dado em uma avaliação semanal, no qual só é possível informar a frequência da atividade física — exemplo: consegui fazer todos os treinos propostos, ou realizei apenas dois treinos.

Informações como volume de corrida semanal, ritmo médio ou sensação de esforço durante a atividade, importantes para elaborar a planilha das semanas seguintes conforme a evolução do atleta, não são passadas ao educador físico na avaliação — o único jeito de fazer isso é por mensagem, mas nem todos os usuários têm essa proatividade.