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Saúde

Hormônios femininos e a corrida: entenda essa relação

Mulheres com algum tipo de disfunção hormonal podem ter a performance na corrida prejudicada

Por
Tamiris Monteiro

hormônios

Os hormônios têm um papel importantíssimo na boa funcionalidade do corpo e muitas reações, como disposição, bem-estar, cansaço, sono excessivo e ganho de massa muscular estão ligadas ao sistema endócrino. Na corrida, a disfunção hormonal pode inclusive prejudicar a performance e, no caso das mulheres, essa relação precisa ser acompanhada com bastante cautela, considerando que ciclo menstrual, anticoncepcional, menopausa, uso de alguns medicamentos, estresse, questões emocionais e gravidez são todos fatores capazes de desencadear algum tipo de desequilíbrio.

Quais as principais diferenças hormonais entre homens e mulheres?

De acordo com o médico do esporte, Thiago Volpi, do Espaço Volpi, homens e mulheres apresentam hormônios sexuais em diferentes quantidades que garantem o desenvolvimento dos caracteres sexuais primários e secundários. “Homens apresentam uma maior concentração de andrógenos como a testosterona, diferentemente da mulher, que possui uma maior concentração de estrógeno.  Os andrógenos estão relacionados, entre outras funções, com a inibição do desenvolvimento mamário, alongamento das cordas vocais, crescimento da laringe, desenvolvimento de pelos corporais, atividades das glândulas sebáceas e efeitos sobre a libido. Os estrógenos, por sua vez, promovem o desenvolvimento do útero e ovário, atua nas mamas e tem papel fundamental na menstruação”, explica o profissional.

Os hormônios presentes no corpo das mulheres que podem interferir no rendimento da corrida são: testosterona, estradiol, progesterona, hormônio tireoidiano, cortisol e o hormônio do crescimento. Alguns desses hormônios, inclusive, se desestabilizam com mais frequência no organismo feminino. “Estrogênio e progesterona, são exemplos, em função do ciclo menstrual. Outras interferências, como o uso de anticoncepcionais também pode desestabilizar esses hormônios e ainda diminuir os níveis de testosterona. Mulheres com amenorreia secundaria a excesso de atividade física ou com hiperprolactinemia também apresentam desestabilizações. O hipotireoidismo é outro problema bastante frequente entre as mulheres”, pontua o médico Thiago. Para a mulher, é recomendado que se faça com certa frequência exames laboratoriais como perfil hormonal completo, hemograma, perfil de ferro e vitamina D.

Cuidado com os exageros 

A atividade física, embora seja muito boa, também pode de alguma maneira afetar o sistema endócrino. “Excesso de atividade física podem levar a supressão do eixo hipofisário, aumentando os níveis de prolactina e levanto a amenorreia. A mulher fica sem menstruar e pode ter problemas metabólicos decorrentes”, alerta Thiago.

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A função dos hormônios

Progesterona

A progesterona é o hormônio responsável por regular o ciclo menstrual e prepara o útero para receber o óvulo fertilizado, evitando que seja expulso pelo corpo, sendo assim muito importante no processo de gravidez. Normalmente, os níveis de progesterona aumentam após a ovulação, e caso exista uma gestação, mantêm-se altos para que as paredes do útero continuem se desenvolvendo. Sem a gravidez os ovários deixam de produzir progesterona, levando à destruição do revestimento do útero, eliminado através da menstruação.

Estrogênio

Assim como a progesterona, os estrogênios também são responsáveis pela regulação do ciclo hormonal, durante a idade fértil. Durante a puberdade, os estrogênios estimulam o desenvolvimento dos seios e maturação do aparelho reprodutor, assim como o crescimento, e alteram a distribuição na gordura do corpo na mulher, geralmente depositado em torno do quadril, nádegas e coxas.

Testosterona

A testosterona é um hormônio que, embora seja mais alto nos homens, também é encontrada na mulher em menores quantidades. Este hormônio é produzido nos ovários, ajudando a promover o crescimento muscular e ósseo. A mulher pode desconfiar que tem muita testosterona no organismo quando apresenta sintomas tipicamente masculinos como presença de pelos no rosto e voz mais grave.

**Diretor do Espaço Volpi, o médico Thiago Volpi direcionou sua formação para prestar atendimento qualificado na assistência aos pacientes que procuram assessoria em estética corporal, obesidade, envelhecimento saudável, medicina preventiva, nutrologia e performance esportiva.