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The Finisher

Corrida de pai para filho

Selecionamos algumas histórias de pais e filhos (as) que dividem a mesma paixão: o esporte

RedaçãoPor
Redação

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Dentre os vários poderes do esporte, um deles é o de aproximar as pessoas. São muitas as histórias de familiares ou amigos que tiveram suas relações fortalecidas com a prática de atividades físicas. Em homenagem ao dia dos pais, nós do Sua Corrida selecionamos algumas histórias de pais e filhos(as) que partilham da mesma paixão: a corrida!

Corrida que contagia

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“Eu comecei a correr em 2013 com o meu ex-cunhado. Ele me incentivou a ir pra rua e, desde então, nunca parei. Acho que a energia das corridas contagiou meu pai, minha madrasta, minha tia e meu primo – e, hoje, meu marido. Formamos uma equipe “Família que corre”. Hoje, meu pai não só corre as provas de 5k e 10k, mas já está na sua 5ª meia-maratona.

Meus pais são separados há mais de 20 anos e eu nunca fui muito próxima do meu pai por brigas familiares. A corrida, com certeza, mudou esse cenário. Meu pai não é só meu pai. Ele é meu amigo, meu parceiro, meu incentivo. Sou fã dele! Aos 60 anos, ele corre, pedala, faz pilates, academia. Dá de mil em muitos de 20 anos por aí”, Suzana Mattos

“Seja treinar, correr, ou simplesmente participar de eventos contigo, é uma experiência incrível e recompensadora. Vale de tudo: risadas, choros, dores e muita satisfação. Sou grato a Deus por você existir na minha vida! Que venham mais corridas… Te amo filha e amiga (não necessariamente nesta ordem)”, Francisco de Mauro.

Suzana Mattos e Francisco de Mauro

Mudança para melhor!

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“Um dia, aos 10 anos de idade, eu olhei pro meu pai e falei: ‘Pai, eu vou te amar mesmo quando você ficar careca e barrigudo’. Desde esse dia, papai resolveu que não ia ficar barrigudo, já que careca era inevitável! Mudou a alimentação e começou a correr – algo que causou estranhamento na família que não tinha a “cultura do exercício físico”.

Mas como ele não tinha uma preparação adequada, acabou tendo várias lesões, o que com o passar dos anos culminou com uma cirurgia no joelho. Vi meu pai triste, deprimido… Quando finalmente achou algo que gostava, teria que parar? Fez a cirurgia.

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“A corrida me ajudou a controlar a ansiedade, mudou a minha filosofia de vida e como eu encaro as coisas”

Aí veio o desafio: fisioterapias mil e, dessa vez, com algo que ele sempre relutava em fazer (apesar dos conselhos da filhota aqui): musculação e fortalecimento. Mas o amor pela corrida era tão grande que ele encarou. O resultado? Com 62 anos, papai já concluiu três meias-maratonas! Corre cerca de 10 km em média 3 vezes por semana, não falta um treino e não perde uma corrida.

É por isso que eu tenho um profundo respeito pela corrida (corro algumas provas, mas pratico mesmo jiu-jitsu e musculação todos os dias). Afinal, foi ela quem mudou a vida do meu pai e, consequentemente, de todos ao redor dele. Vejo o prazer dele, a emoção em cada conquista e cada meta alcançada. Vejo ele viajar lá do Maranhão para SP, Rio e BSB, apenas para correr. Sempre animado, curtindo cada passo da jornada! Hoje, quando estou desanimada para ir treinar eu penso: papai com 62 anos correndo meias-maratonas e eu com preguiça? Não mesmo! Papai é o meu exemplo!”.

Luciana Batista e Faustino Júnior

Juntos somos mais fortes

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“Eu e meu pai, durante os últimos anos, tivemos muitos momentos, alguns distantes e outros de mais convívio. O esporte foi um dos fatores que nos ajudou a nos aproximar bastante. Desde pequeno pratiquei atividades físicas. Mas foi por causa dele que comecei a ter contato com a corrida. Em 2014, enquanto estava fazendo intercâmbio em Portugal, ele se inscreveu para correr a Maratona de Berlim. Resolvi ir até lá e torcer por ele. Foi um momento muito especial, porque pude acompanhar de perto sua realização, o que me motivou mais ainda para correr com mais frequência.

Então, no final de 2017, decidimos nos inscrever no Desafio 28 praias, uma maratona realizada em Ubatuba. O motivo: este é um lugar que marcou tanto a minha infância quanto a dele. Foi uma experiência incrível! Desde toda a preparação, até a prova em si – com muitos momentos difíceis, mas que, no final, valeram a pena. Durante a corrida, que por sinal é muito dura e exige muita estratégia, percebi que nos momentos em que um se sentia mais fraco o outro o incentivava. Ou seja: juntos éramos mais fortes. Essa parceria tornou a prova muito mais fácil.

Hoje continuamos treinando juntos e espero poder incentivá-lo e ajudá-lo a chegar em seu próximo objetivo: o índice para a Maratona de Boston. Acredito que o esporte une as pessoas e isso vale também para pais e filhos”, Lucas Carelli.

Lucas Carelli e Paulo Carelli

Corrida que traz felicidade

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“Marquinhos nasceu de sete meses e com falta de oxigenação. Prematuro, ficou 15 dias na UTI, contraiu infecção hospitalar junto com 13 bebês nascidos no mesmo período, cinco sobreviveram, ele foi um deles. Na fase escolar ele sofreu bullying e ficou com depressão. Tentamos todos os tratamentos possíveis para que ele se recuperasse, mas não traziam resultados. Com toda essa situação acabei fazendo escolhas erradas, que me levaram ao estado físico do início da história: novamente bati os 140 kg e tive vários problemas de saúde, como arritmias, pressão alta e depressão.

Tentei sair daquela vida que só me afundava, porém sempre sem sucesso. Mas, em 2013, vendo algumas postagens de um amigo da época do colégio relatando que havia eliminado 40 kg em um ano por conta da corrida, resolvi que iria virar o jogo. Comecei a correr e não parei mais. Minha primeira corrida de rua foi em 2014. Depois entendi que era isso que eu queria para minha vida.

Um dia, numa corrida de rua, passei por um pai empurrando o filho cadeirante. Foi uma inspiração. Cheguei em casa e logo fiz o convite para meu filho. Ele aceitou na hora. Fizemos a nossa primeira corrida em março de 2015. Nesse mesmo período conheci o projeto Pernas de Aluguel, achei a ação do grupo sensacional e me identifiquei. Entrei em contato com o idealizador do projeto, Eduardo Godoy, uma pessoa extraordinária. O Pernas nos acolheu como uma família e daí por diante a minha vida e a vida de toda a minha família mudou por completo.

Começamos a correr todos os fins de semana, em várias cidades do Brasil. Percorremos várias distâncias em provas, 5, 7, 10, 15, 18, 21, 23, 42 e fizemos duas ultramaratonas de 75 km, em 2017. Marcos começou a se superar a cada corrida. A corrida trouxe para nós inúmeros benefícios. Ele parou de tomar remédios controlados, o rendimento na escola melhorou e ele se mostra muito mais feliz”.

Marco Antônio e Marquinhos Valente