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The Finisher

“Todas as vezes que eu corro, eu me sinto renovada, me sinto viva!”

Andreia Clemente, de 43 anos, achou no esporte uma forma de terapia

Lucas ImbimboPor
Lucas Imbimbo

corrida terapia

O esporte tem o poder de mudar a vida das pessoas. Andreia Clemente, de 43 anos, sabe muito bem disso. A paranaense achou na corrida uma forma de terapia e hoje ela tem certeza de que encontrou um hábito que quer levar para a vida. Mais: irá fazer a sua estreia na meia-maratona na W21K, em São Paulo, no dia 21 de outubro. Ela nos contou um pouco mais sobre sua breve história na corrida. Confira:

Quando você começou a correr?

Comecei na corrida em 2015. No início era mais por curiosidade mesmo e pelo incentivo de meu amigo Luiz Andrade, meu companheiro de academia. Ele já corria há algum tempo e sempre me incentivava com dicas. Isso me animou muito, por isso me senti desafiada e decidi começar.

Como era sua rotina de treinos na época?

É engraçado como as coisas mudam, nossas prioridades, objetivos, paixões… Antes de eu começar a correr, eu era “uma rata de academia”, o lugar era minha segunda casa e foi protagonista no meu processo de emagrecimento e mudança de estilo de vida. Na época, meu objetivo era atingir meu peso ideal e ficar ‘maromba’. A corrida mudou tudo isso.

Depois que fui apresentada à corrida, comecei a praticar o esporte sozinha, aos finais de semana. Levava comigo a determinação e as dicas que meu amigo Luiz me dava e, aos poucos, fui crescendo e me superando cada vez mais. Hoje sou completamente apaixonada e só não treino mais vezes na semana por falta de tempo. Meu gosto pela academia também mudou: só vou porque preciso ficar longe das lesões.

Qual era o seu principal objetivo?

Na época minha meta era conseguir correr 5 km sem parar, lembro como se fosse hoje quando consegui correr meu primeiro quilômetro, foi uma alegria imensa. E quando eu consegui alcançar minha meta então? Comecei a rir sozinha! As pessoas passavam por mim e me olhavam como se eu estivesse louca. A partir desse momento eu soube que não tinha mais volta, a corrida tinha entrado na minha vida pra valer.

Você lembra de sua primeira prova? Como foi a experiência?

Sim, foi no dia 10 de abril de 2016. Minha estreia foi em uma corrida tradicional da minha cidade, a Corrida e Caminhada 7K Roberto Itimura. Eu fiquei muito nervosa! Mesmo porque, o máximo que havia corrido até então eram 5 km. Na noite anterior eu não conseguia dormir de tanta ansiedade. Lembro de tudo! Desde a ansiedade de buscar o kit até a da hora da largada.

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Uma meia maratona cheia de emoção!

Chegando lá, fiquei encantada: o clima estava ótimo, as pessoas estavam animadas. Meu marido e meu filho também estavam ali e me apoiaram o tempo inteiro. Durante a corrida eu estava em êxtase. Passei a observar todo mundo que estava ali comigo. Eram todos os tipos de corredores: desde os amadores aos atletas de elite. Isso também me motivou. Eu pensei ‘se eles conseguem, eu também consigo’. Quando cruzei a linha de chegada, estava acabada. Mas tive um misto de sentimentos: orgulho, felicidade, realização. A medalha era tão linda! Foi a primeira de muitas.

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Andreia e seu marido na corrida “10K Jundiaí 361 anos”, em 2016

Como foi o processo de evolução para os 10K?

Depois de estrear nos 7K, comecei a aumentar aos poucos a distância dos treinos. Durante todo o meu treinamento, o meu professor da academia, Thiago, me incentivava e falava que eu era capaz de correr 10K. Essa passou então a ser minha nova meta. Lembro de completar a distância pela primeira vez em uma hora e quatro minutos. Estava muito cansada, porém orgulhosa.

A minha primeira prova de 10K aconteceu no final daquele ano, em uma corrida comemorativa do aniversário da cidade. Dessa vez, uma motivação especial: meu marido correu comigo, em sua primeira prova de corrida de rua. Meu objetivo era bater meu recorde pessoal, mas como meu marido estava lá, diminui o ritmo e o acompanhei.

Por esse motivo, considero que minha  primeira corrida oficial na distância foi no ano seguinte, em março de 2017. Foi uma prova dura, difícil, em meio a Serra do Japi – Cabreúva, SP. Não consegui bater meu RP, mas mantive o mesmo tempo dos treinos. Quando vi meu filho e meu marido na linha de chegada desabei em choro. Me emocionei porque só eu sabia os desafios que passei para chegar até ali. Com certeza aquela foi a prova mais difícil que já tinha feito.

Por que você escolheu a W21K para ser sua primeira meia-maratona?

Escolhi a W21K porque ela é uma prova famosa, muito bonita e com uma mega produção! A estrutura e organização da Iguana Sports é excelente! Ah, e mais um detalhe: é uma corrida só para mulheres. Adoro o empoderamento feminino, as histórias de superação de cada corredora, a garra…

Andreia na Venus SP – 2018

Quais são as suas metas para o futuro?

Quero fazer mais meia-maratonas. Tenho certeza de que a W21K será a primeira de muitas! E quem sabe eu não corro uma maratona? Eu acho que essa ainda é uma meta muito distante para mim, mas quem sabe… O que eu quero mesmo é continuar correndo para o resto da minha vida.

O que você aprendeu com a corrida?

A corrida me ensinou muita coisa, principalmente a acreditar em mim mesma e persistir! Ela me mostrou que sou capaz de fazer muita coisa! Independente  do meu peso ou da minha idade. Para mim, a corrida é uma superação total! Além disso, ela trouxe tanta gente querida para a minha vida. Não tem nada que pague isso tudo.