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The Finisher

Uma medalha, três grandes conquistas!

Corredores revelam a emoção de completar a Rio City, a SP City e a BSB City Half Marathon e receber a medalha tripla do Run Cities

Cesar Candido dos SantosPor
Cesar Candido dos Santos
Medalha tripla do run cities

Fotos: Iguana Sports/ Daniel Werneck

Toda medalha é importante para um corredor. No entanto, algumas têm significado especial. É o caso da medalha tripla do Run Cities, que foi entregue a quase cem atletas amadores que completaram as três etapas do circuito em 2017: a Rio City Half Marathon, a SP City Marathon e a BSB City Half Marathon.

“Essa medalha representa muito para nós. É a conclusão de um ciclo no qual, por meio da corrida – o que mais amamos fazer –, conseguimos enfrentar desafios, superar nossas expectativas e conquistar importantes cidades do país. É uma tripla vitória”, acredita Júlia Ramos Polli, de 26 anos, que correu as provas junto com o namorado Igor Figueiredo Magalhães, de 29 anos.

UM PASSEIO PELAS CIDADES

Medalha tripla do run cities

Júlia e Igor se encantaram pelo percurso das provas do Run Cities, que passam por diversos pontos turísticos

 Júlia começou 2017 com uma meta: fazer sua primeira meia maratona. “Como o Igor e eu gostamos muito de unir a corrida a viagens, achamos que a Rio City era a oportunidade perfeita para eu realizar o sonho de completar os 21K”, diz. A experiência foi tão incrível que o casal decidiu repetir a dose na cidade deles, São Paulo, e em Brasília.

“Para nós, o percurso é um dos fatores mais importantes em uma corrida. Acredito que ganhamos força ao reparar em cada detalhe das ruas, dos monumentos e de lugares especiais que aparecem pelo caminho.” O casal revela que nas três etapas do Run Cities não faltaram momentos especiais ao longo do trajeto.

“Não temos palavras para descrever o quanto foi incrível correr ao longo da orla do Rio de Janeiro; ver os fogos na largada e diversas atrações musicais em São Paulo, tornando os pontos turísticos da cidade ainda mais fantásticos; e ter o privilégio de conhecer a Esplanada dos Ministérios, o Eixo Monumental e o Plano Piloto de Brasília por um perspectiva que amamos tanto: a da corrida”

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COMO NAS MAIORES PROVAS DO MUNDO

Medalha tripla do run cities

Depois de conquistar a medalha tripla do Run Cities, Raquel quer correr sua primeira maratona

A estrutura de nível internacional e os percursos que passam por pontos importantes da cidades foram alguns dos atrativos para Raquel Martins do Prado, de 39 anos, fazer as três etapas do circuito. Mas a corredora paulistana revela que a oportunidade de receber a medalha especial foi determinante para ela encarar os 21K no Rio, em São Paulo e em Brasília.

“O desafio me deixou muito motivada. Principalmente porque lembra muito a medalha entregue aos corredores que participam de todas as grandes maratonas do mundo”, declara Raquel, referindo-se à premiação especial entregue aos atletas que completam as seis World Marathon Majors: Nova York, Berlim, Boston, Londres, Chicago e Tóquio.

Com a medalha tripla em mãos, o objetivo de Raquel agora é se tornar uma maratonista. “Pretendo realizar esse sonho na SP City Marathon. Fiz meus primeiros 21K nessa prova, em 2016, e quero que minha estreia nos 42K também seja nela. De todas as etapas do Run Cities, essa é meu xodó”, afirma.

SUPERANDO TODOS OS OBSTÁCULOS

Medalha tripla do run cities

Carlos teve de lidar com lesões durante a preparação para a Rio City e a BSB City Half Marathon

O sul-mato-grossense Carlos Abreu, de 27 anos, acumulou quase 6 mil quilômetros em viagens de avião para correr todas as etapas do Run Cities e levar a medalha tripla para Campo Grande. Mas a distância não foi o maior obstáculo enfrentado por ele. Ao longo do ano, Carlos teve de lidar com lesões e uma cirurgia.

“Rompi o ligamento do joelho durante a preparação para a Rio City Half Marathon, que foi minha primeira meia maratona. Mesmo machucado, consegui completar a prova e achei a corrida espetacular! Isso me deixou bastante motivado a participar da etapa de São Paulo”, conta Carlos.

O corredor operou o joelho após o Rio e correu os 21K da SP City Marathon junto de alguns amigos. A boa experiência despertou o desejo de ele ir para Brasília tentar quebrar seu recorde na meia maratona. Só que uma nova lesão no joelho atrapalhou seus planos.

“Fiquei desanimado e pensei em desistir da BSB City Half Marathon. Porém, quando recebi um e-mail da organização mostrando a medalha tripla, ganhei uma injeção de ânimo para completar o desafio. Minha noiva, Erika, também me incentivou bastante e me deu muita força para correr os 21,097 km”, revela. “Por tudo o que passei, acredito que foi uma grande conquista participar das três meias maratonas.”

Marcos agora se recupera da lesão e já planeja a próxima temporada: quer correr novamente todas as etapas do Run Cities e completar os 21K em menos de 2h. “Espero fazer uma meia maratona 100% fisicamente no ano que vem e quebrar meu recorde!” Certamente, outras grandes conquistas vêm por aí em 2018.