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Treino

Encontre lugares para correr em trilha perto de SP

O treinador Fabio Rosa, da MPR, sugere bons lugares para treinar em trilha sem ter que ir muito longe da capital

Por
Fernanda Beck

Participantes da Landscape Trail Run – Montanhas do Japi, em Jundiaí (SP), 2019 (Foto: Flávio Damião)

Parque Estadual do Jaraguá

A principal trilha do Parque Estadual do Jaraguá é a Trilha do Pai Zé, indicada para quem curte aventura e bastante esforço. Os cerca de 3,6 km do caminho levam ao Pico do Papagaio, a 1.200 metros de altitude. Com subidas íngremes em alguns pontos, o percurso passa entre árvores e muito verde, oferecendo uma experiência ideal para quem gosta de natureza.

Na continuação da Trilha do Pai Zé está a trilha até o Pico do Jaraguá, que alcança 1.350 metros de altitude e termina em um dos melhores lugares para apreciar um vista panorâmica incrível da cidade de São Paulo. Para chegar até lá, é preciso concluir a Trilha do Pai Zé, chegar até o Mirante Pico do Papagaio (ou subir até lá pela estrada asfaltada, outra opção de treino) e subir as escadas até o topo. A atração principal do parque também é um dos pontos mais concorridos para tirar fotos.

Parque Alfredo Volpi

Situado no bairro do Morumbi, na zona oeste da cidade, tem trilhas curtas com subidas leves em meio à mata atlântica remanescente da região. É bastante usada para treinos.

Parque da Cantareira

Na zona norte da capital, o Parque Estadual da Cantareira guarda 7.900 hectares de mata atlântica, que se espalham para municípios vizinhos, como Mairiporã, Guarulhos e Caieiras.

No Núcleo do Engordador, que recebeu esse nome por ter abrigado uma antiga fazenda de engorda de gado, fica a trilha de mesmo nome que leva não a uma, mas a três cachoeiras onde se pode tomar banho (do Tombo, do Engordador e do Véu). Com formato circular, a rota tem 3,5 km de extensão.

Ilha do Cardoso (Cananéia)

No extremo sul do litoral de São Paulo, quase na divisa com o estado do Paraná, a Ilha do Cardoso tem 90% do seu território coberto por mata atlântica. A trilha de 8 km dentro do Parque Estadual começa em uma área de mata de restinga (com bromélias, orquídeas e araçás) e depois avança para partes de mata de encosta e de planície litorânea. Atenção: alguns trechos alagadiços podem dificultar o caminho, dependendo da época da visita.

Petar (Iporanga)

O Parque Estadual Turístico do Alto da Ribeira (Petar) é conhecido por abrigar um conjunto de mais de 300 cavernas, porém seus caminhos ao ar livre também impressionam.

No Núcleo Santana, a íngreme Trilha do Rio Betari tem um trajeto de 7,2 km (ida e volta) e é feito pela mata ciliar que protege o rio. Pelo caminho, é preciso atravessar corredeiras, andar sobre pedras e atravessar pontes. Há paradas nas cachoeiras do Betarizinho e Andorinhas, além de passagem pela boca da caverna Água Suja.

Trilha do Pico do Baepi (Ilhabela)       

Para quem quer ir além das praias, essa trilha de 7,4 km (ida e volta) no Parque Estadual de Ilhabela é um bom desafio. O objetivo é chegar ao pico, que fica a 1.048 metros de altura, e de onde se tem uma visão panorâmica do arquipélago.

Durante o percurso de seis horas com muitas subidas e terreno irregular, os trilheiros vão percebendo as mudanças na vegetação e podem se deparar com a presença de nevoeiros. Na flora local, espere encontrar jequitibás, figueiras e perobas. É necessário o acompanhamento de um guia.

Parque Estadual Intervales
(Ribeirão Grande)     

O parque, próximo ao Petar, guarda a Trilha Divisor das Águas, que também conserva uma vegetação abundante e algumas cavernas pelo caminho.

O trajeto de 14 km (ida e volta) reserva boas emoções, como adentrar nas grutas do Fogo, do Fendão, da Mãozinha e a da Santa – em alguns trechos, a travessia das cavernas é feita dentro da água e em ambiente escuro (é preciso levar lanternas) ou em chão de lama.

No caminho, uma das paradas é para admirar a centenária figueira-amarela (especialistas estimam que ela tenha mais de 500 anos).

Trilha do Corisco (Ubatuba/Paraty)    

É preciso ter bom preparo físico para aguentar os 20 km de trilha, que podem ser completados em nove horas, em média. A trilha é considerada histórica e liga os municípios de Ubatuba (São Paulo) e Paraty (Rio de Janeiro). No século 18, era utilizada para escoar a produção de açúcar, álcool e cachaça.

Percorrendo o Parque Estadual da Serra do Mar e o Parque Nacional da Serra da Bocaina, o corredor se deparará com algumas dificuldades, como a variação de altitude (que vai do nível do mar a 760 metros), trechos bem íngremes e pontos em que a mata cobre a trilha, exigindo bastante atenção para evitar se perder.

O percurso inicia-se no bairro do Corisco, em Paraty, e termina na Casa da Farinha, antigo engenho do século 19, no bairro Sertão da Fazenda, dentro do Núcleo Picinguaba da Serra do Mar, em Ubatuba.