compartilhe

0

Saúde

Supere o medo de “bater no muro” na maratona

Por
Redação
muro-maratona

Foto: Thinkstock

A preparação para completar uma maratona começa meses antes do dia da prova – como a gente mostra na reportagem 4 passos para encarar sua primeira maratona. Além de uma certa experiência no esporte, é fundamental que o atleta treine bastante. Mas mesmo com toda a preparação, alguns corredores colocam sobre si mesmos uma pressão enorme para encarar a distância, o que acaba levando muitos atletas a “bater no muro”, gíria utilizada para definir a sensação de cansaço extremo geralmente sentida por volta do quilômetro 30, e que pode levar à desistência.

Para evitar o problema, o acompanhamento psicológico tem papel fundamental. “O trabalho de adaptação física e mental para encarar uma disputa tão dura deve fazer parte do treinamento”, diz o psicólogo esportivo Maurício Pinto Marques.

Assim como para as distâncias percorridas, o trabalho mental deve ser realizado de maneira progressiva. “A maioria dos atletas que quebram antes do fim do percurso de uma maratona já correram 42 km (ou algo próximo a isso) em algum treino. Ou seja, não se trata de uma limitação física, e sim um desgaste mental durante a prova, que esgota o corredor antes da hora.”

Intensificando o trabalho psicológico

Em seu blog aqui no SUA CORRIDA, Maurício escreveu três posts sobre como trabalhar a mente para correr melhor a partir de metas. Veja nos links abaixo:

Estabelecimento de metas – parte 1
Estabelecimento de metas – parte 2
Estabelecimento de metas – parte 3

“O ideal é trabalhar com metas de curto, médio e longo prazo, que influenciam diretamente na motivação do corredor e, principalmente, na forma como ele se comporta nos treinos e provas menores”, comenta Maurício. Ele propõe um exercício para ajudar: colocar no papel esses objetivos – que devem ser concretos, mensuráveis e com prazo de validade. Deixe a anotação em algum lugar visível e, sempre que possível, releia-a como uma forma de afirmar aonde quer chegar.

O muro me derrubou. O que fazer?

Se você ficou traumatizado por não ter conseguido completar uma maratona, o psicólogo tem uma sugestão: mais foco no seu potencial e na meta que deseja atingir. “A recuperação se dá com a retomada dos treinos e a intensificação da preparação mental”, explica. “Quebrar uma vez quer dizer que você não conseguiu naquele dia, mas não é uma sentença de morte atlética.” Cultivar crenças limitantes – como imaginar que nunca vai conseguir completar os 42 km – pode acabar trazendo dúvidas, ansiedade, tensão muscular, uso incorreto da respiração e, novamente, a quebra.

“Diante do ‘muro’, parar é sempre uma opção”, defende Maurício. “Mas o autodiálogo positivo, em conjunto com otimismo e confiança na sua preparação e capacidade para concluir o percurso, podem ajudar muito.” Dica final do especialista: separar a corrida em vários pequenos trechos ou conquistas e desfrutar o caminho é uma saída para chegar até o fim da maratona.